A actual situação económica e financeira traz como consequência o crescimento dos índices de desemprego. Com o desemprego, é toda a vida de um agregado familiar que é de imediato atingida. Começa a ser insustentável viver nos requisitos mínimos da dignidade humana e familiar.
O desemprego é uma chaga por aquilo que representa mas é ainda mais pelos “danos colaterais” e emocionais que arrasta consigo: o cansaço, o desespero, a incerteza, o medo.
A doutrina cristã, porém, mantém firme e acesa a certeza de que ninguém está a mais na construção do mundo; ninguém pode sentir-se excluído. Talvez esteja a abrir-se a porta para descobrirmos o gosto da gratuidade, a importância da generosidade.