Um grupo de cidadãos da freguesia de Pousos vai levar a efeito uma assembleia popular, no próximo dia 7 de Novembro, a partir das 21h30, na Associação Recreativa Lugares Unidos, em Azabucho, tendo em vista a sensibilização sobre os efeitos negativos das linhas de muito alta tensão que vão cruzar várias freguesias do concelho de Leiria: Barreira, Cortes, Pousos, Santa Eufémia, Marrazes, Boa Vista, Milagres, Bidoeira, Souto da Carpalhosa, Bajouca e Monte Redondo.
Entre esses efeitos, está “a emissão de campos electromagnéticos susceptíveis de provocar e potenciar doenças graves degenerativas, como Alzheimer, Leucemia, malformações genéticas, atraso no desenvolvimento mental das crianças, indução de stress e perturbação geral no metabolismo humano”, bem como o impacto visual e “a destruição de manchas florestais protegidas, como a mata do Azabucho, inseridas em zonas de protecção especial, que serão cortados numa faixa de cerca de 50 metros ao longo de todo o traçado”.
Segundo comunicado da organização, o principal objectivo é “criar uma representação que, perante as autoridades e organismos, mostre a indignação dos habitantes pelo facto de não ter havido uma verdadeira discussão pública em tempo útil”. Queixando-se de “só recentemente a população ter conhecimento das intenções da REN”, já com o traçado em construção, os promotores do evento afirmam “estranhar” que assunto tão importante tenha sido “escondido ou omitido dos comunicados oficiais de algumas Juntas de Freguesia envolvidas”.
Assim, a ordem de trabalhos desta assembleia popular incluirá a análise de alguns troços daquele traçado, a exposição das características nefastas de uma linha deste tipo e de antecedentes já conhecidos nesta matéria, bem como o debate aberto sobre o assunto, onde irão participar alguns dirigentes de associações nacionais de luta contra as linhas de alta tensão em zonas habitadas.
No final, serão elaborados dois abaixo-assinados, um de “indignação das pessoas por não ter havido na prática uma consulta pública”, a entregar ao Governador Civil de Leiria, e outro “exigindo a alteração do traçado, de forma a afastar as linhas para mais de 200 metros dos edifícios”, a entregar à REN.

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